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Mais de 600 manifestantes presos são libertados em Mianmar

Pessoas foram detidas após participação em protestos contra o golpe de Estado organizado pelos militares no dia 1º de fevereiro

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 04h17

RANGUM - Mais de 600 pessoas detidas pelas forças de segurança de Mianmar durante os protestos contra o golpe militar de 1º de fevereiro no país foram libertadas nesta quarta-feira, 24, informou uma autoridade prisional à AFP. "Hoje libertamos 360 homens e 268 mulheres da prisão de Insein" em Rangum, declarou um oficial, que pediu anonimato.

Vários ônibus cheios de detidos saíram da prisão de Insein pela manhã, disseram as testemunhas, que incluíam advogados de alguns presos. Os militares ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

“Todos os libertados são aqueles presos devido aos protestos, assim como as prisões noturnas ou aqueles que estavam fora para comprar alguma coisa”, disse um membro de um grupo de assessoria jurídica que afirmou ter visto os ônibus partindo.

A Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos (AAPP) diz que pelo menos 2 mil pessoas foram presas na repressão militar aos protestos contra o golpe que tirou do poder a líder Aung San Suu Kyi, eleita em novembro do ano passado.

Protestos silenciosos

Nesta quarta, as ruas das principais cidades de Mianmar, incluindo Rangum e Mandalay, acordaram vazias devido a uma "greve do silêncio" lançada pelo Movimento de Desobediência Civil contra a junta militar. “O objetivo da #Grevedesilêncio é mostrar que governamos as cidades. Não a junta militar”, escreveu o movimento no Twitter.

Fotos publicadas pelo grupo mostravam as ruas, que nas últimas semanas fervilharam de manifestantes contra o golpe em vários localidades do país, desertas, com empresas fechadas e poucos veículos pelas estradas. 

A greve silenciosa ocorre um dia depois que os militares mataram com um tiro no abdome uma menina de 7 anos em Mandalay. Ela é a vítima mais jovem conhecida até agora na repressão, que matou pelo menos 275 manifestantes e ativistas./ Reuters, AFP e EFE

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