Mais de 66 pessoas morrem no Iraque vítimas de explosões

Mais de 66 pessoas foram mortas e aproximadamente 100 ficaram feridas em conseqüência de explosões que atingiram o Iraque nesta quarta-feira. O país, que contabiliza, desde o início da guerra contra os EUA, em 2003, cerca de 2.651 fatalidades ligadas a ataques militares, viveu nesta quarta-feira mais um dia de intensa violência, com explosões na capital Bagdá e nas províncias de Diyala e Babil.Uma bomba na entrada de um centro de recrutamento militar da cidade predominantemente xiita de Hilla, situada a 100 quilômetros ao sul de Bagdá, matou 13 pessoas e deixou outras 35 feridas. A explosão aconteceu no momento em que dezenas de jovens esperavam para se alistarem no Exército. Hillah foi vítima de um dos piores ataques ao Iraque, em fevereiro de 2005, quando um carro-bomba explodiu matando 125 policiais da Guarda Nacional e recrutas que iriam passar por testes psicológicos.A exposão que atingiu o maior e mais antigo mercado de Badgá, o Shurja, matou pelo menos 24 pessoas e deixou mais de 35 feridas. O mercado, maior centro comercial do país, tem uma área que é utilizada como armazém por vendedores e também uma espécie de shopping onde a população pode encontrar roupas, utensílios domésticos e outros produtos. Caracterizado como um labirinto de ruas, o Shurja junta comerciantes que vendem de antenas parabólicas a temperos.Um carro-bomba explodiu em um posto de gasolina no centro de Badgá, matando duas pessoas e ferindo 15, incluindo cinco oficiais da polícia.Em Buhriz, a 60 quilômetros de Bagdá, uma bomba na estrada matou uma família de cinco e ainda duas pessoas que estavam nas proximidades. Enquanto isso, um civil que dirigia seu carro em Mosul, a 360 quilômetros de Bagdá, foi aparentemente morto por um oficial americano quando aproximou seu veículo às tropas dos EUA.

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