Mais de 70 ilegais podem ter morrido no Mediterrâneo

Imigrantes da África estava cruzando o Mediterrâneo em um bote.

BBC Brasil, BBC

20 de agosto de 2009 | 16h39

Agências humanitárias disseram nesta quinta-feira que cerca de 75 imigrantes ilegais podem ter morrido no Mar Mediterrâneo ao tentar fazer a travessia da África à Europa em um bote.

Cinco sobreviventes, três homens eritreus, uma mulher e uma criança foram resgatados pela Guarda Costeira da Itália à deriva entre Malta e a ilha italiana de Lampedusa.

Eles disseram que deixaram a costa líbia há três semanas, mas esgotaram seus suprimentos de comida, água e combustível.

Os sobreviventes afirmaram ainda que os demais no barco de 12 metros de comprimento morreram após beber salgada e seus corpos foram atirados no mar.

Risco

A guarda costeira italiana não confirmou imediatamente a história contada pelos imigrantes, mas disse que ela tem grandes chances de ser verdadeira, por ser muito similar a várias outras vividas por africanos que tentam chegar à Europa.

Dois dos sobreviventes foram hospitalizados em estado grave.

No início do ano, Itália e Líbia iniciaram patrulhas conjuntas no Mediterrâneo para impedir a chegada de imigrantes da África para a Europa.

Mas os pequenos e precários barcos continuam a chegar a Lampedusa, um dos primeiros pontos de contato de imigrantes vindos da África, onde eles são recolhidos em abrigos antes de serem expulsos.

A Itália recentemente tornou crime punível com cadeia e multa a tentativa ilegal de entrada no país.

Mas o correspondente da BBC em Roma David Willey diz que a mudança na legislação não parece ter diminuído o número de pessoas que arriscam a vida buscando uma nova vida na Europa. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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