Mais de 80 milionários se unem em manifesto por taxação de grandes fortunas

Grupo 'Milionários pela Humanidade' pede cobrança de impostos dos mais ricos para minimizar os efeitos da pandemia

Redação - O Estado de S.Paulo

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WASHINGTON - Através da organização Milionários pela Humanidade, 83 donos de grandes fortunas publicaram uma carta nesta segunda-feira, 13, em que pediram para os governos cobrarem mais impostos do grupo dos mais ricos entre a população, como forma de minimizar os efeitos da pandemia da covid-19.

A maioria dos signatários vem dos Estados Unidos, como Abigail e Time Disney, herdeiros da The Walt Disney Company, além de milionários alemães, britânicos, canadenses, holandeses e neozelandeses.

"Enquanto a covid-19 golpeia o mundo, os milionários, como nós, temos um papel fundamental para curar nosso mundo. Não, não somos nós os que cuidamos dos doentes nas UTIs, não somos quem conduz as ambulâncias que levam os pacientes para o hospital. Não, não estamos repondo as prateleiras de supermercados e distribuindo comida de porta em porta, mas nós temos dinheiro", diz o texto.

Jerry Greenfield, co-fundador da Ben & Jerry's, é um dos signatários da lista, que conta ainda com Abigail e Time Disney, herdeiros da The Walt Disney Company, e milionários alemães, britânicos, canadenses, holandeses e neozelandeses Foto: Brendan McDermid/Reuters

"Dinheiro que se precisa desesperadamente e que continuará sendo necessário nos próximos anos. Hoje, nós, os milionários que assinamos essa carta, pedimos a nossos governos que subam os impostos de gente como nós. Imediatamente, substancialmente e permanentemente", completa a nota.

Nos últimos meses, países de todo o mundo utilizaram fundos públicos para financiar a luta contra a pandemia da covid-19 e conseguir tirar do papel planos de estímulo econômico, como os Estados Unidos, país mais afetado do mundo, com 3.304.942 de casos, e 135.205 de mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Por isso, já no fim de março, o Congresso aprovou um pacote de US$ 2,2 bilhões. Nenhuma medida, no entanto, foi no sentido de aumentar a taxação dos mais ricos. /EFE

 

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