THOMAS COEX / AFP
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Mais de 90% dos fundos da campanha de Bibi vieram dos EUA

Três famílias doaram mais da metade do total de US$ 237 mil vindos de americanos

O Estado de S. Paulo

18 Março 2015 | 09h58

TEL AVIV- Mais de 90% dos fundos da campanha para a reeleição do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, vieram dos Estados Unidos. 

Segundo o jornal The Jerusalem Post, do total de US$ 259 mil - quase 1 milhão de shekels - US$ 237 mil vieram de doadores americanos, de acordo com a Controladoria do Estado de Israel. Em Israel, os políticos devem aceitar uma doação máxima de cerca de US$ 11,5 mil.

Três famílias ricas dos EUA teriam dado mais da metade do total doado por americanos. Elas seriam: os Falics, da Flórida e donos das lojas Duty Free Americas dos aeroportos; os Books, de New Jersey e donos da empresa de manutenção Jet Support Services, Inc.; e os Schottensteins, de Ohio e donos da rede de roupa American Eagle.

Dentre aqueles que doaram o máximo permitido para o candidato do Likud estão Shlomo Reichnitz, de Los Angeles; Richard Heideman, de Bethesda, em Maryland; David Simon, de Indiana; e John Kruger, de New Jersey.

A maioria das doações foram feitas nos dois últimos meses de 2014. A dissolução do Knesset (Parlamento israelense) foi feita por Netanyahu no início de dezembro, assim como o anúncio de novas eleições.

"Existe uma rede bem estabelecida nos EUA, através do grupo American Friends of Likud (Amigos Americanos do Likud), que é ligado a pessoas que se preocupam com Israel e seu futuro", disse um assessor da campanha do Likud ao site Buzzfeed, sem se identificar. 

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