Suzanne Plunkett/Reuters
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Mais de cem jornalistas morreram em serviço neste ano, aponta agência

Segundo IFJ, houve aumento no total de mortes entre profissionais da imprensa em relação a 2010

Reuters

30 de dezembro de 2011 | 17h50

BRUXELAS - Mais de cem jornalistas ou outros profissionais da imprensa foram mortos enquanto trabalhavam em coberturas, informou nesta sexta-feira, 30, a Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês). A entidade ainda pediu que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tome providências para proteger os repórteres.

 

Ao todo, 106 profissionais foram mortos em 2011. Em 2010, esse número foi de 94. De acordo com a IFJ, outros 20 jornalistas morreram em desastres naturais ou acidentes. A violência foi pior no Iraque, no Paquistão e no México, onde morreram 11 repórteres em cada local.

 

A maioria dos profissionais citados pela entidade são correspondentes que cobriram conflitos. Completam o grupo cinegrafistas, produtores e outros cargos de apoio. A IFJ responsabilizou os governos por falharem em proteger os jornalistas e em punir aqueles que praticam violência contra eles pelo alto número de mortes neste ano.

 

Na carta enviada ao chefe da ONU, Ban Ki-moon, a IFJ pede mais ação. "Em uma situação onde os governos são indiferentes ao que se tornou um padrão ter jornalistas como alvos, fica a cargo das Nações Unidas lembrar os governantes de sua responsabilidade de proteger os profissionais", escreveu Jim Boumelha, presidente da entidade.

 

A IFJ representa mais de 600 mil jornalistas em 131 países. Mais cedo neste mês, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou que 66 jornalistas foram mortos neste ano e que o Paquistão foi o pior país para se realizar uma cobertura pelo segundo ano seguido. 

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