Mais de cem meninas desafiam proibição francesa do véu

De cem a 120 meninas desafiaram uma nova lei que proíbe o uso de véus islâmicos nas salas de aula e estão em negociações com funcionários das escolas que tentam convencê-las a não usar os artigos religiosos, disse o ministro da Educação da França, François Fillon. Tratam-se dos primeiros números completos sobre o assunto divulgados pelas autoridades francesas desde o início do ano letivo no país, na última quinta-feira. Há menos de uma semana, quando as aulas foram retomadas, Fillon citou 70 casos de desobediência, mas o número não levava em conta as alunas que voltaram às aulas somente na sexta-feira. "Eu acredito que conseguiremos convencer a quase totalidade dessas garotas", comentou Fillon durante entrevista concedida à Rádio Europa 1. A lei proíbe o uso de símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas francesas, sejam eles cristãos, judaicos ou muçulmanos. Porém, está previsto um período de diálogo entre as escolas e alunos que se recusarem a respeitar a nova lei. Se os alunos não aceitarem a nova lei durante o diálogo, que pode durar algumas semanas, serão iniciados os procedimentos para expulsá-los das instituições públicas de ensino. Apesar de a lei proibir véus islâmicos, quipás judaicos e cruzes cristãs, os analistas a vêem como uma clara iniciativa do governo para manter nos eixos uma comunidade muçulmana cada vez mais ativa.

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