Mais de cem pessoas são detidas em protestos na França

O partido governista francês propôs neste sábado, 1º, um diálogo com estudantes e sindicatos para que um projeto de lei que altera as contestadas mudanças na legislação trabalhista seja debatido "o mais rápido possível". Nesta sexta, 31, mais de 100 pessoas foram detidas nas manifestações improvisadas que ocorreram na última noite em Paris contra o Contrato do Primeiro Emprego (CPE). Entretanto, não há indício imediato de que a crise será solucionada. O presidente da França, Jacques Chirac, recusa-se a retirar o projeto, conforme exigem seus oponentes, admitindo somente modificar partes da proposta. Segundo os últimos dados divulgados pela Polícia, 107 manifestantes foram detidos, e nove ainda estão presos por supostamente terem participado de atos de violência. Cerca de duas mil pessoas, em sua maioria jovens, deram início a manifestações ontem à noite em diferentes ruas da capital após a decisão do presidente francês, Jacques Chirac, de promulgar o CPE. Manifestação As marchas partiram da praça da Bastilha, onde as organizações de estudantes tinham convocado uma concentração, e tentaram avançar sem sucesso rumo ao Palácio do Eliseu e à sede do Governo em Matignon. Os manifestantes conseguiram, no entanto, se aproximar da Assembléia Nacional (Câmara dos Deputados). Vários ativistas urinaram na cerca que delimita a sede do órgão. Decepcionados com a decisão de Chirac, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o chefe de Estado e contra seu primeiro-ministro, Dominique de Villepin, criador do CPE. O CPE não será promulgado sem a aplicação de reformas em sua redação atual, já que Chirac pediu que os dois pontos mais criticados deste contrato fossem modificados. O primeiro diz respeito aos dois anos de estágio, e o outra à demissão sem justa causa nesse período. Os partidos franceses de esquerda rejeitaram o pedido de diálogo feito por Chirac e reiteraram planos de mais protestos contra o Contrato Primeiro Emprego.

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