Mais de mil ainda estão desaparecidos na Nigéria

Mais de 1.000 pessoas permanecem desaparecidas na cidade nigeriana de Lagos três dias após uma série de explosões em um arsenal militar, informou a Cruz Vermelha da Nigéria. As equipes de resgate retiraram mais de 600 corpos de dois canais próximos ao depósito de armas que explodiu no domingo. Os necrotérios de Lagos, pobremente equipados, estão cheios de cadáveres e funcionários disseram temer que os corpos em decomposição possam provocar uma epidemia na cidade de mais de 10 milhões de habitantes. Milhares de pessoas enfrentavam hoje a dura tarefa de reconhecer e retirar os corpos de familiares antes que as autoridades decidam enterrá-los em valas comunitárias. O início de decomposição dos corpos dificulta o trabalho de reconhecimento. Em meio à crescente indignação popular o Ministério da Defesa prometeu retirar o arsenal, ou o que restou dele, do populoso bairro de Ikeja. O ministro da Defesa, Yakubu Danjuma, esclareceu que o arsenal havia sido construído há décadas, quando havia poucos moradores na região. Contudo, o porta-voz do Exército, coronel Felix Chukwumah, disse não haver sido informado sobre nenhum plano para transferir as instalações. Grande parte da ira popular deve-se ao fato de que as autoridades não haviam atendido aos pedidos anteriores de transferência do arsenal e também à ausência de agentes de segurança para ajudar a conter os moradores que, amedrontados com as explosões, lançaram-se nos canais.

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