Paolo Bona/ Reuters
Paolo Bona/ Reuters

Mais de mil brasileiros têm cidadania italiana anulada após acusação de fraude

Esquema de funcionários públicos italianos dava atestados de residência falsos e contava com a participação de um casal de brasileiros, segundo investigação local

O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2018 | 21h23

Cerca de 1,2 mil brasileiros tiveram sua cidadania italiana cancelada no último dia 9 de fevereiro. Segundo documento publicado pelo município de Ospedaletto Lodigiano, que fica na região da Lombardia, nordeste da Itália, o motivo da medida é a "inexistência das condições estabelecidas" para o reconhecimento das pessoas como cidadãs italianas. Na prática, a cidade acusa os brasileiros de terem fraudado o sistema local.

A prefeitura da cidade divulgou três listas com 1.188 nomes de brasileiros que tiveram suas cidadanias duplas canceladas pelo não-cumprimento da lei que concede cidadania a estrangeiros. Destes, 889 já estavam inscritos no Registro de Residentes Italianos no Exterior (AIRE), 232 ainda não haviam concluído o processo e outros 57 ainda não haviam entregado a documentação necessária.

A anulação ocorreu para processos abertos entre julho de 2015 e julho de 2017. Conforme informado pelo site "Brazilian Times", a investigação foi realizada pela Guardia di Finanza de Lodi e concluiu que dois funcionários do município participavam de um esquema de corrupção que envolvia um casal de brasileiros.

Segundo o documento publicado pelo município de Ospedaletto Lodigiano, a concessão de cidadania aos brasileiros foi realizada porque houve o atestado falso de residência habitual no território da cidade.

O esquema se utilizava da lei italiana que concede cidadania tanto a estrangeiros que são descendentes de italianos como aos que têm residência na Itália. A regra, no entanto, não especifica um período mínimo de residência para que os estrangeiros solicitem a cidadania.

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