Mais de mil participam de velório de jornalista assassinada

Centenas de russos, jornalistas e diplomatas ocidentais passaram pelo funeral da jornalista Anna Politkovskaya, crítica do Kremlin, cujo assassinato comoveu a comunidade internacional. Nenhum funcionário do governo se apresentou no funeral da premiada jornalista, que fez seu nome ao expor sem medo os seqüestros e torturas realizadas na Chechênia. "As autoridades são covardes. Por que elas não vieram? Elas estão com medo até da Politkovskaya morta?", questionava Boris Nemtsov, proeminente reformista durante os anos 1990, que serviu como vice-premier durante o governo de Boris Yeltsin. Anna Politkovskaya tinha 48 anos, e foi assassinada no prédio onde morava neste sábado. O assassinato colocou novamente em destaque os riscos enfrentados por jornalistas que criticam as autoridades russas e que investigam e expõem abusos do governo.Dentro e fora da Rússia seu assassinato levantou preocupações em relação à frágil liberdade de imprensa na Rússia desde que o presidente Vladimir Putin assumiu o poder, há quase sete anos atrás. Putin disse que as autoridades russas irão investigar a fundo e punir os culpados. Promotores dizem que ela foi assassinada por seus trabalhos como jornalista, mas ainda não há nenhuma ligação estabelecida.

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