Mais de mil se manifestam contra palavras do Papa no Egito

Cerca de 1.200 pessoas se manifestaram nesta sexta-feirana mesquita de Al Azhar, no Cairo, em protesto contra recentesdeclarações do Papa Bento XVI, consideradas um insulto ao islã e aoprofeta Maomé. Youssef Al Qardawi, dirigente da União Mundial de SábiosIslâmicos, composta por destacados clérigos de todo o mundomuçulmano, tinha declarado nesta sexta-feira um "dia de ira", embora "razoável enão violento", em protesto contra as palavras de Bento XVI. Representantes de várias tendências ideológicas, como MustafaBakri, parlamentar independente e chefe de redação do semanário "AlUsbua", e numerosos dirigentes da organização dos Irmãos Muçulmanos,responderam à convocação. Segundo fontes de segurança, os manifestantes criticaram osumo pontífice e exigiram que ele peça desculpas de maneira clara. Além disso, lembraram as caricaturas de Maomé publicadas pelojornal dinamarquês Jyllands-Posten e, depois, por diversos meiosde comunicação ocidentais no ano passado. Em uma das caricaturas, Maomé aparecia com um turbante em formade bomba. Em outra imagem, era retratado dizendo que o paraísoestava ficando sem virgens. Os manifestantes acusaram o ocidente de lançar uma guerra contrao islã e pediram o boicote dos produtos dos países que ofendam areligião de Maomé.

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