Jonathan Bellenand/EFE/EPA
Jonathan Bellenand/EFE/EPA

Mais de mil marinheiros do porta-aviões Charles de Gaulle são contaminados por coronavírus

Navio estava em missão há três meses; origem do contágio ainda é desconhecida

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2020 | 19h11

PARIS - Um total de 1.081 marinheiros do porta-aviões francês Charles de Gaulle testou positivo para a covid-19, informou nesta sexta-feira, 17, o Ministério da Defesa da França. A tripulação é formada por 2.300 pessoas. 

"Um total de 2.010 testes foram realizado e 1.081 marinheiros tiveram resultados positivos para a covid-19 até agora", disse a ministra da Defesa Florence Parly, que compareceu à Comissão de Defesa do Parlamento.

Entre eles, "545 marinheiros apresentam sintomas" e "24 marinheiros estão hospitalizados" no hospital militar Sainte-Anne de Toulon, acrescentou.

Os marinheiros que tiveram resultados negativos nos testes foram colocados em quarentena em um complexo militar. Alguns resultados ainda não foram divulgados. 

A diretora central do Serviço de Saúde do Exército da França, Dra. Marilyne Gygax Généro, disse que todos os membros da tripulação foram submetidos a testes de diagnóstico. "Somos e seremos transparentes", disse a diretora, citada em comunicado.

Christian Cambon, presidente da Comissão, disse que pedirá à ministra da Defesa testes sistemáticos nas forças armadas antes de qualquer operação. "Não é lógico que os militares não se beneficiem de testes antes de iniciar uma missão, por sua segurança, mas também pela eficácia da operação", disse.

O porta-aviões nuclear chegou ao porto de Toulón no domingo, duas semanas antes do previsto. A origem dos contágios é um enigma. A tripulação, em missão há três meses, não esteve em contato com o exterior desde uma escala em Brest, entre os dias 13 e 16 de março. /AFP

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