Mais de um milhão de japoneses treinam para o evento de terremoto

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, em rede nacional de televisão, anuncia que áreas inteiras próximas a Tóquio foram devastadas por um terremoto e declara estado de emergência no país. Caças a jato são enviados para os locais afetados e mais de um milhão de pessoas são mobilizadas para ajudar nos resgates. Foi um treinamento para lembrar a população da vulnerabilidade do arquipélago diante dos terremotos: O treinamento envolveu governos municipais de áreas vizinhas. Trabalhadores usando roupas especiais de emergência e capacetes escalaram edifícios afetados para retirar seus ocupantes e escavaram escombros em busca de sobreviventes. A simulação, que é realizada todos os anos, desta vez foi feita na data em que é lembrado um terremoto que há 80 anos matou mais de 100 mil pessoas nas cercanias de Tóquio. Há apenas um mês dois tremores (5.5 e 6.2 na escala Ritcher) deixaram mais de 550 pessoas feridas e, pelo menos, mil casas danificadas no norte do país. "Atualmente há tantos terremotos; estou com receio" afirma Eri Watanabe, uma dona de casa de 32 anos que participou do treinamento com seus dois bêbes. "Ainda não fiz nada para me prevenir. Disse ao meu marido que deveríamos comprar equipamento de camping e talvez fazer um seguro contra terremotos". Após o anúncio, o primeiro-ministro Koizumi foi levado por um helicóptero a uma região próxima ao centro dos supostos tremores, e de lá simulou o comando das operações. Nesse treinamento, o terremoto em Tóquio seria de 7.1 graus. Os suprimentos de gás e água foram cortados enquanto a população, vestindo botas e capacetes de segurança, se juntou às equipes de resgate ao ouvirem as sirenes de alarme. Segundo dados do governo, se um terremoto de oito graus atingir a área central do Japão, 10 mil pessoas poderiam morrer, 250 mil casas seríam destruídas. Os danos finceiros estimados seriam de US$ 310 bilhões.

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