Mais diplomatas líbios abandonam governo de Kadafi

Todos os integrantes da missão da Líbia em Genebra (Suíça) se demitiram durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) com o presidente francês Nicolas Sarkozy, na qual ele disse que o líder Muamar Kadafi deveria renunciar.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 14h31

Adel Shaltut, segundo-secretário da missão da Líbia na ONU, pediu ao conselho de Direitos Humanos que fizesse um momento de silêncio em "homenagem a esta revolução". Os membros do conselho se levantaram para ovacionar o que descreveram como um ato de coragem.

Em Paris, os embaixadores da Líbia na França e na Unesco se demitiram, num ato de condenação à violência contra os manifestantes. Diversas pessoas acamparam durante a noite do lado de fora da embaixada e substituíram a bandeira do país pela da velha monarquia que governava a Líbia antes do golpe de Kadafi.

O embaixador líbio na França, Mohamed Salaheddine Zarem, e o embaixador na Unesco, Abdulsalam El Qallali, saíram da embaixada para falar com os manifestantes. "Nós condenamos a repressão que acontece na Líbia e a extrema violência das forças de segurança milicianas contra os manifestantes pacíficos, que apenas exigem liberdade e dignidade", disse El Qallali. "Nós confirmamos nosso apoio à revolução e deixamos nossos cargos oficiais".

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores francês, Bernard Valero, disse que a polícia está tomando as "medidas apropriadas" para proteger a embaixada.

Nos últimos dias, os embaixadores líbios na Liga Árabe, na Índia e em Bangladesh também renunciaram e o embaixador líbio nos Estados Unidos pediu que Kadafi deixe o poder. As informações são da Associated Press.

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