AFP / SAUL LOEB
AFP / SAUL LOEB

Trump perde apoio de republicanos para revogar Obamacare

Dois senadores disseram que não podiam respaldar a versão apresentada pelo líder da maioria, em um duro revés para o partido

O Estado de S.Paulo

18 Julho 2017 | 00h15

WASHINGTON - O mais recente esforço republicano para revogar e substituir o Obamacare sofreu um duro revés nesta segunda-feira no Senado, depois que outros senadores do partido se manifestaram contra a medida que conta com forte apoio do presidente americano, Donald Trump.

Os anúncios dos senadores Mike Lee, de Utah, e Jerry Moran, do Kansas, de que não votarão pela reforma põem em dúvida as promessas do Partido Republicano de derrubar a lei de saúde do ex-presidente Barack Obama. Aparentemente não há mais nenhum passo a ser dado, por enquanto, para obter a aprovação da reforma.

Tanto Lee quanto Moran disseram que não podiam apoiar a proposta do líder da maioria, Mitch McConnell, em seu formato atual. Os senadores republicanos Susan Collins, do Maine, e Rand Paul, do Kentucky, anunciaram sua rejeição à iniciativa logo após ela ser apresentada por McConnell na quinta-feira passada (13).

Com dois votos a menos e um Senado dividido em blocos quase iguais, talvez Connell tenha de recomeçar do zero ou até mesmo começar a negociar com os democratas, algo que ele tem resistido até agora.

A proposta de McConnell "não revoga a Lei de Proteção ao Paciente e Cuidado de Saúde Acessível nem atende os crescentes custos de atenção à saúde. Pelos mesmos motivos que não apoiei a versão anterior deste plano, também não posso apoiar esta versão", disse Moran.

Este é o segundo fracasso consecutivo de McConnell, que teve de cancelar a votação da versão prévia no mês passado, quando a derrota parecia inevitável.

Trump tem se mantido afastado do processo no Senado, mas o ocorrido nesta segunda-feira também representa um duro revés para ele, já que o presidente não conseguiu obter respaldo para o que foi o ponto principal da campanha republicana durante sete anos, desde que Obama e os democratas aprovaram a Lei de Proteção ao Paciente e Cuido de Saúde Acessível.

A iniciativa do Senado eliminava obrigações e impostos contemplados no Obamacare e punha fim a uma expansão do Medicaid. Moderados como Collins consideravam a proposta demasiadamente extrema ao acabar com a cobertura de seguro de milhões de americanos./ AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.