Mais duas mesquitas sunitas são destruídas no Iraque

Atentado é mais uma retaliação aos ataques aos templos muçulmanos no Iraque

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

Homens armados explodiram duas mesquitas sunitas nesta quarta-feira, 20, no sul de Bagdá. Apesar dos extensos danos causados aos templos, não há informações sobre vítimas Os ataques às mesquitas fazem parte de uma aparente ação retaliatória pelo atentado que destruiu, na terça-feira, um venerado templo xiita no coração de Bagdá. Nesta quarta, subiu para 87 o número de pessoas mortas no incidente. O primeiro ataque a templos sunitas ocorreu por volta da 1 hora local, quando supostos milicianos xiitas destruíram uma mesquita em Haswa, 50 quilômetros ao sul de Bagdá. Por volta das 7 horas locais, o alvo foi uma mesquita sunita em Hilla, 95 quilômetros ao sul da capital iraquiana Na ação em Hilla, os agressores atacaram também a residência de um imã sunita, mas o clérigo fugiu quando percebeu que a casa seria atacada e escapou ileso, confirmaram os policiais sob condição de anonimato. Na terça-feira, o atentado à mesquita xiita de Khulani, no centro de Bagdá, deixou mais de 200 feridos e foi considerado o pior realizado no Iraque desde 18 de abril, quando pelo menos 127 civis morreram na explosão de um carro-bomba em um mercado situado num bairro majoritariamente xiita de Bagdá. Enquanto isso, milhares de soldados americanos dão seqüência a uma operação de repressão a rebeldes sunitas na província de Diyala, a nordeste da capital iraquiana. O comando militar dos Estados Unidos informou que pelo menos 30 supostos rebeldes morreram. Ainda segundo o Exército americano, arsenais de bombas e armas foram destruídos. Os ataques a mesquitas ocorrem menos de uma semana depois de supostos insurgentes sunitas terem destruído os dois minaretes da Mesquita do Domo Dourado, em Samarra. Autoridades iraquianas impuseram quatro dias de toque de recolher depois do ataque ao templo xiita. A medida foi suspensa no domingo. No ano passado, um ataque que danificou o domo dourado da mesquita de Samarra desencadeou uma onda de violência sectária entre xiitas e sunitas que persiste e já provocou milhares de mortes.

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