AFP / Richard Bouhet
AFP / Richard Bouhet

Mais fragmentos de avião são encontrados na Ilha Reunião, diz ministro malaio

Informação foi divulgada pelo ministro dos Transportes, Liow Tiong Lai, mas relação das partes com voo MH370 da Malaysia Airlines - desaparecido em março de 2014 - ainda será estudada

O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2015 | 10h02

KUALA LUMPUR - Várias almofadas de poltronas e janelas de avião foram encontradas na Ilha Reunião, no Oceano Índico, onde, na semana passada, foram localizados fragmentos de um Boeing 777, anunciou nesta quinta-feira, 6, o ministro malaio dos Transportes.

"Há muitos objetos. Também encontramos pedaços como painéis de janelas, vidros, lâminas de alumínio e almofadas de poltronas", declarou Liow Tiong Lai. 

Liow Tiong Lai explicou que se referia a poltronas e janelas de avião encontradas pela equipe de especialistas malaios enviados à Reunião depois da descoberta, na semana passada, de um fragmento de asa de um Boeing 777. 

Ele indicou, no entanto, que não era possível determinar se os novos pedaços procediam do mesmo Boeing. "Isto deve ser verificado pelas autoridades francesas", disse.

Em Paris, fontes judiciais francesas informaram à AFP que até o momento os investigadores do país não estão de posse de mais pedaços do avião. As autoridades judiciais francesas "não receberam até o momento novos destroços dos avião", afirmou uma fonte judicial à AFP.

A justiça francesa, que investiga o desaparecimento porque quatro cidadãos franceses estavam no voo, manifestou prudência e citou "suspeitas muito fortes" de que o fragmento da asa pertencesse ao Boeing 777 da Malaysia Airlines.

A investigação dos destroços iniciada na quarta-feira em um laboratório militar da região sudoeste da França, com especialistas franceses e malaios, prossegue nesta quinta-feira.

O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, afirmou na quarta-feira que o flaperon - um fragmento da asa - encontrado na semana passada na Ilha Reunião pertencia ao Boeing 777 da Malaysia Airlines que viajava entre Kuala Lumpur e Pequim, no voo MH370, desaparecido em março de 2014 pouco depois da decolagem.

"Hoje, 515 dias depois que o avião desapareceu, é difícil dizer-lhes que um grupo internacional de especialistas concluiu que os destroços achados na ilha de Reunião, são do MH370", disse Najib em entrevista coletiva em Kuala Lumpur. "Agora temos a evidência física de que, como anunciei em 24 de março do ano passado, o voo acabou tragicamente no Oceano Índico", acrescentou o primeiro-ministro malaio. / AFP, AP e EFE

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