REUTERS/Aaron P. Bernstein
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Mais juízes nos EUA restringem decreto de Trump sobre imigração

Magistrados em Massachusetts, Virgínia e Washington acompanharam decisão da juíza Ann Donnelly, de Nova York, e impediram as autoridades de deportar refugiados que tiveram a entrada nos EUA previamente aprovada

O Estado de S. Paulo

29 Janeiro 2017 | 17h18

NOVA YORK - Juízes federais em três Estados acompanharam a decisão de uma juíza de Nova York e impediram autoridades de deportar viajantes afetados pelo decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs restrições a imigrantes de sete países de maioria muçulmana. Os juízes de Massachusetts, Virgínia e Washington emitiram suas decisões na noite de sábado ou na manhã deste domingo, 29.

No sábado, a juíza Ann Donnelly, de Brooklyn, em Nova York, ordenou que as autoridades não deportassem refugiados previamente aprovados desses países. Ela decidiu em um processo legal de dois homens iraquianos que foram retidos no aeroporto JFK.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos disse, em um comunicado no domingo, que cumprirá as ordens judicial ao mesmo tempo em que implementará o decreto de Trump "para garantir que aqueles que entram nos Estados Unidos não apresentam ameaças ao país e ao povo americano".

Pelos Estados Unidos, advogados trabalharam a noite inteira para ajudar viajantes presos na confusão dos aeroportos, depois que o presidente republicano decidiu na sexta-feira impedir a imigração de cidadãos de Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã e temporariamente paralisou a entrada de refugiados.

Advogados e procuradores disseram que enviaram petições em mais de 100 casos para viajantes ao redor do país.

Em Boston, a juíza Alisson Burroughs emitiu no domingo uma ordem temporária bloqueando a remoção de dois iranianos que davam aulas na Universidade de Massachusetts e haviam sido detidos no Aeroporto Internacional de Logan. / REUTERS

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