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Mais liberal, substituto quer adaptação a ‘mundo pós-Trump’

Ex-economista-chefe do Banco Galicia e âncora de programa de TV, indicado por Macri cobra do país um plano fiscal

O Estado de S. Paulo

27 Dezembro 2016 | 05h00

A chegada de Nicolás Dujovne ao Ministério da Fazenda argentino substitui as divergências de Alfonso Prat-Gay com o presidente Mauricio Macri pelo pensamento de um economista que cobra aprofundamento do programa elaborado pela Casa Rosada. 

Defensor das medidas liberais adotadas pelo novo líder argentino, o ministro acredita que o governo precisa renovar sua aposta no estímulo aos investimentos externos para se “adaptar ao mundo pós-Trump”.

 

Aos 49 anos, Dujovne chega ao governo com a experiência de ter sido, durante dez anos (2001-2011), economista-chefe do Banco Galicia – a maior instituição comercial privada do setor na Argentina. Após esse período, foi consultor em empresas como o Citibank até fundar, há dois anos, sua própria consultoria econômica, a Dujovne & Associados. 

Midiático. Ao lado do jornalista Carlos Pagni, o novo ministro de Macri apresenta o programa Odisea Argentina, no canal a cabo Todo Notícias. 

Durante as transmissões, Dujovne dá sua opinião sobre a condução dos planos econômicos do governo – em uma das gravações mais recentes, por exemplo, ele afirmou que falta à Argentina um plano de metas fiscais, criticou a falta de “ideias e comunicação” da então equipe liderada por Prat-Gay e disse que uma lei de responsabilidade fiscal “ajudaria”. Ele também é colunista do jornal La Nación.

Acostumado a dar declarações em tom mais informal, Dujovne esteve no Brasil para um seminário promovido pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso em junho. 

Na ocasião, atacou a gestão dos Kirchners à frente do governo argentino e disse que seu país, assim como o Brasil, sofre o impacto não apenas do fim do “superciclo” das commodities, mas de uma gastança desenfreada e “regulações kafkianas” dos antecessores no poder.

 

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