Mais mortes na Caxemira; China pede "contenção extrema"

Oito pessoas foram mortas por supostos militantes islâmicos, em dois incidentes nos Estados indianos de Jammu-Caxemira e Punjab, informa a polícia indiana. Houve intensa troca de tiros durante a noite entre tropas indianas e paquistanesas na chamada Linha de Controle que divide a Caxemira entre as duas potências nucleares do sul da Ásia. No lado indiano da Caxemira, seis civis de religião hindu, incluindo uma mulher, foram baleados e mortos num ataque desfechado à meia-noite contra uma vila remota, diz a polícia. Guerrilheiros invadiram duas casas no vilarejo de Magnar. Seis pessoas foram arrancadas de suas camas e mortas com tiros à queima-roupa. A polícia acredita que os assassinos sejam militantes islâmicos. No Estado indiano do Punjab, dois soldados do exército foram mortos e pelo menos cinco outros, feridos, quando supostos militantes islâmicos abriram fogo contra militares em Pathankot. Os soldados realizam exercícios de rotina quando os atacantes abriram fogo a partir de colinas próximas, dizem fontes militares. Pequim A China está pedindo que Índia e Paquistão mostrem ?extrema contenção? para impedir que as tensões na fronteira entre as duas potências nucleares escapem ao controle, informou a mídia estatal chinesa. O chanceler Tang Jiaxuan conversou por telefone com seus colegas na Índia e no Paquistão, dizem as fontes oficiais. Tang disse que um conflito entre os dois países poderia pôr em perigo as negociações de paz no Afeganistão e a estabilidade na região. Tang reiterou as preocupações que já vinham sendo manifestadas por Pequim desde a escalada de tensão entre Índia e Paquistão que teve início em um atentado ao Parlamento indiano, no último dia 13 de dezembro. O governo da Índia acusa o Paquistão de abrigar os grupos terroristas responsáveis pelo ataque.

Agencia Estado,

01 Janeiro 2002 | 09h12

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