Mais países devem exigir saída de Assad da Síria, pede Hillary

Secretária de Estado afirma que mais vozes além da americana devem pressionar o presidente sírio

Reuters

11 de agosto de 2011 | 17h28

WASHINGTON - A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira, 11, que os países que desejam a saída de Bashar Assad do governo da Síria devem se manifestar abertamente. As declarações da diplomata são dadas em um momento no qual o regime sírio é pressionado devido à repressão que tem conduzido contra protestos pró-democracia.

 

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Segundo Hillary, os Estados Unidos têm sido "muito claros" em seus comunicados sobre a perda de legitimidade do presidente sírio, de acordo com trechos de entrevista ao programa CBS Evening News exibidos nesta quinta-feira. "Mas é importante que não seja apenas a voz americana. E nós queremos ter certeza de que as vozes venham de todo o mundo", disse.

 

 

Hillary também disse que seria necessária uma sanção à indústria de petróleo e gás da Síria para pressionar Assad. "E queremos ver a Europa tomar mais passos nessa direção. E queremos ver a China adotando medidas conosco", disse. "Não há dúvidas sobre a posição americana", concluiu. 

Washington tem liderado o grupo de governos que condena o regime sírio pela repressão aos protestos da oposição. A administração de Obama já aprovou várias sanções contra Damasco e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) passou um decreto presidencial reprovando Assad pelas ações militares.

 

A revolução popular exige a saída de Assad, cuja família está há 41 anos no poder, mas o governo sírio vem reprimindo as manifestações com violência. Segundo ativistas, pelo menos 1.700 civis já morreram desde o início do levante.

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