Mais prisioneiros de guerra chegam a Guantánamo

Trinta e quatro novos prisioneiros da guerra no Afeganistão foram levados nesta segunda-feira a suas celas na base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba, em meio a questões levantadas sobre o tratamento dispensado aos detidos e a seu status legal. Em Los Angeles, um juiz federal aceitou analisar uma petição apresentada pelo ex-secretário de Justiça Ramsey Clark e por outros defensores dos direitos civis que desafia a detenção dos suspeitos de terrorismo em Guantánamo. Por sua vez, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, tentou minimizar as acusações de tortura ao informar que três britânicos detidos entre os suspeitos não tinham reclamações a fazer com relação ao tratamento dispensado pelas autoridades norte-americanas na remota prisão. Enquanto isso, em Guantánamo, agentes penitenciários contaram que já estão emergindo líderes entre os detidos e que um deles, de acordo com o jornal The Miami Herald, tentaram utilizar o horário de oração muçulmana para reunir prisioneiros. Um soldado teria observado o prisioneiro, que tem apenas uma perna, olhando para o lado errado no momento da reza e gritando em árabe: "Sejam fortes! Alá nos salvará!", publicou hoje o jornal de Miami. Com os novos 34 detidos, já são 144 os prisioneiros de guerra feitos pelos EUA e enviados a Guantánamo. Os comandantes norte-americanos recusam-se a revelar a identidade e a nacionalidade dos detentos. Leia o especial

Agencia Estado,

21 Janeiro 2002 | 18h54

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