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Mais um dia de protestos na Tailândia

Pelo terceiro dia consecutivo os 'camisas vermelhos' exigem a conovocação de eleições

Efe

16 de março de 2010 | 01h52

Sangue servirá para tingir as dependências governamentais. Foto:  Sakchai Lalit/AP

 

Dezenas de milhares de tailandeses voltaram a se manifestar nesta terça-feira, 16, em Bangcoc, terceiro dia consecutivo de movimentos para exigir a convocação de eleições, depois que o Governo se manteve firme perante suas ameaças.

 

As 24 horas que os opositores deram ao Governo do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva terminaram às 2h (de Brasília) de segunda-feira, 15, e agora o país vive momentos de tensão esperando o próximo movimento dos "camisas vermelhas".

 

Cerca de 50 mil militares e policiais vigiam a mobilização, organizada pelo grupo Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, com ordens de evitar o uso da força.

 

Os seguidores do grupo propuseram recolher mil litros de sangue de seus seguidores para atirar contra o palácio governamental nesta tarde. Desta forma, os seguidores do ex-primeiro-ministro deposto e exilado, Thaksin Shinawatra, querem tingir de vermelho - cor que lhes caracteriza - as dependências governamentais enquanto demonstram que estão dispostos a dar seu própria sangue.

 

Os "camisas vermelhas" formaram na segunda-feira uma passeata que cobria avenidas e as principais ruas da capital, até o quartel-general do primeiro-ministro, que recebeu ameaças para renunciar.

 

Vejjajiva não cedeu às ameaças, e abandonou o edifício em um helicóptero. Os manifestantes, então, decidiram retornar ao acampamento base do protesto, instalado em uma das principais avenidas de Bangcoc, próxima ao antigo palácio real.

 

Shinawatra, condenado à revelia em 2008 a dois anos de prisão por um delito de corrupção, dirige o protesto do exílio, em um país que a imprensa tailandesa especulava que poderia ser Alemanha, Camboja, Montenegro ou outro.

 

Os dirigentes da Frente Unida não conseguiram reunir o milhão de pessoas que esperavam, nem sequer o meio milhão que tinham garantido como participação mínimo, mas tiveram sob seu controle mais de 100 mil pessoas.

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