Mais um documento compromete Pinochet

Novos documentos comprometem a delicada situação do ex-ditador Augusto Pinochet, cuja defesa apelará nesta terça-feira de sua prisão domiciliar e indiciamento por seqüestros e homicídios. Uma investigação jornalística diz que Pinochet teve conhecimento de quase uma centena de casos de abuso em 1976, mas não os investigou nem puniu os responsáveis. Pinochet já cumpriu 13 dias de prisão domiciliar em sua casa de veraneio de Los Boldos, a 140 km de Santiago, e seus advogados entrarão nesta terça-feira com uma apelação decisiva contra seu julgamento. Depois de ser acusado como autor intelectual de 57 homicídios e 18 seqüestros - seguidos de execuções -, que levaram a seu indiciamento, o ex-mandatário enfrentou na semana passada outro desgaste com a divulgação de um documento no qual o general, de próprio punho, ordenava a um auditor que este informasse que o prisioneiro político Eugenio Ruiz-Tagle havia sido executado como acusado de graves delitos e que não havia sido torturado. No entanto, Carlos Bau, um ex-preso político que dividiu a cela com Ruiz-Tagle, relatou publicamente as torturas a que seu companheiro de cela foi submetido.

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