Mais um grupo condena mesquita perto do 'marco zero'

Um grupo que representa parentes das vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA reprovou energeticamente o apoio manifestado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à construção de um complexo comunitário islâmico perto do "marco zero", local onde ficava o World Trade Center. O grupo "9/11 Families for a Safe & Strong America" - algo como Famílias do 11/9 por uma América Segura e Forte - informou, em comunicado, que ficou chocado com o apoio de Obama ao polêmico projeto.

AE-AP, Agência Estado

14 de agosto de 2010 | 13h44

"Obama abandonou a América no local onde o coração da América foi destruído há nove anos e onde nossos valores estavam à mostra para todos verem", observou o grupo no comunicado. "Agora, o presidente declara que as vítimas do 11 de setembro e suas famílias devem carregar um novo fardo. Nós devemos permanecer em silêncio no último lugar na América no qual o 11 de setembro ainda é relembrado com reverência ou corremos o risco de sermos chamados de religiosos preconceituosos."

Na noite de sexta-feira, Obama disse que os muçulmanos têm o mesmo direito de praticar sua religião, assim como qualquer outra pessoa neste país. "Estamos na América e nosso comprometimento com a liberdade religiosa precisa ser inabalável", prosseguiu.

A construção do complexo comunitário, que inclui um centro cultural e uma mesquita, tem causado polêmica nos EUA, uma vez que as torres gêmeas do World Trade Center desabaram depois de terem sido atacadas por aviões sequestrados por militantes islâmicos. Os comentários de Obama foram feitos durante um jantar na Casa Branca para marcar o início do Ramadã, mês sagrado de jejum para os muçulmanos.

"O 11 de setembro foi muito mais do que um evento profundamente traumático", comentou o grupo. "Foi uma declaração de guerra."

Um grupo diferente, que também representa familiares de vítimas do atentado, o September Eleventh Families for Peaceful Tomorrow (Famílias do 11 de setembro para um Futuro Pacífico) afirmou que defende veementemente os esforços de construção de um centro islâmico próximo do local onde ficavam as torres gêmeas. "Acreditamos que abrigar o centro, que tem a intenção de promover a tolerância religiosa e o respeito é condizente com os valores da América de liberdade e justiça para todos", comentou o grupo em um comunicado divulgado em maio. Aproximadamente, 3 mil pessoas morreram nos ataques terroristas de 2001.

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