Mais um grupo de refugiados afegãos chegará a Porto Alegre

O segundo grupo de refugiados afegãos que o Brasil está acolhendo chega amanhã a Porto Alegre. São três famílias, com um total de 13 pessoas, que viviam em Nova Délhi, na Índia, sob assistência do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Desde 12 de abril estão na capital gaúcha outras duas famílias de afegãos, com dez pessoas, que haviam fugido de seu país e moravam no Irã havia dez anos. No Brasil, o segundo grupo seguirá os passos do primeiro. Ao chegar, ficará hospedado por alguns dias no Hotel de Trânsito da Brigada Militar de Porto Alegre em período de adaptação ao fuso horário e de encaminhamento de exames médicos e documentos brasileiros. Ao mesmo tempo, os adultos tentarão se enquadrar às ofertas de emprego disponíveis e conhecerão as casas onde vão morar posteriormente. A assistência aos refugiados é dada pelo Centro de Orientação e Encaminhamento (Cenoe), uma organização não-governamental local, em convênio com o Acnur. As famílias afegãs chegam ao Brasil com a esperança de deixar no passado 23 anos de guerra. Um dos refugiados, Abdul Muqim Atabi, fugiu do Afeganistão em 1996, depois de ver um foguete atingir sua casa, matar sua irmã e ferir sua filha, que ainda tem cicatrizes nas mãos, e de se sentir perseguido por atuar em uma associação de intelectuais que debatia direitos humanos e democracia. A história de Abdul Vasseh, que saiu do Afeganistão em 1997, é parecida. Ele participava de atividades políticas que passaram a ser combatidas quando os combatentes islâmicos chegaram ao poder. Um foguete lançado sobre a casa da família matou seu pai e sua irmã. Sentido-se perseguido, fugiu para a Índia, de onde saiu nesta semana para buscar uma nova vida no Brasil.

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