Mais um morto em protesto na Bolívia; diálogo começa

Mais um camponês boliviano morreu hoje, durante o bloqueio de estradas que já dura 14 dias. Também neste domingo, depois de 22 horas de gestões por parte de mediadores, foi instalado um diálogo formal entre o governo e os plantadores de coca.A rede de televisão ATB informa que um produtor de coca morreu depois de emboscar uma patrulha militar. Ele disparou uma arma de fogo, e em seguida foi perseguido e ?crivado de balas?. O incidente teria ocorrido no povoado de Eterazama, no departamento de Cochabamba, 680 km a sudeste de La Paz.Com a morte do ?cocalero?, já são 12 as vítimas fatais - um mineiro, nove camponeses, um militar e um policial - desde que os produtores de coca iniciaram o bloqueio rodoviário, em 13 de janeiro, exigindo o fim do programa de erradicação do cultivo ilegal da coca.Na noite de sábado também foram registrados confrontos nos arredores da cidade de Sucre, onde morreram um camponês e um policial, duas pessoas feridas e três, desaparecidas.O recrudescimento da violência obrigou o presidente Gonzalo Sánchez de Lozada a dialogar com o líder ?cocalero? e deputado da oposição, Evo Morales, e com representantes sindicais que compõem o Estado-Maior do Povo (EMP).Tanto os mediadores (a Comissão de Constituição do Senado) e os facilitadores (a Igreja católica, a Assembléia Permanente de Direitos Humanos da Bolívia) trabalharam 22 horas, a partir da noite de sábado, para que o governo e os cocaleiros aceitassem conversar.

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