Mais um oficial dos EUA envolvido no golpe contra Chávez

Um segundo oficial americano de alto escalão, o coronel do Exército Ronald Mac Cammon, integrava o grupo que preparou o golpe contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e em 11 de abril tomou o poder em Caracas, revelou hoje uma fonte ligada às investigações. A informação foi imediatamente desmentida por Washington. Trata-se do coronel Ronald Mac Cammon, que até meados de 2000 foi adido militar na Embaixada dos EUA na Venezuela. Até esta tarde, não havia sido indicado que papel desempenhava Mac Cammon no grupo golpista. Após o retorno de Chávez, fontes presidenciais haviam revelado que, junto com o empresário Pedro Carmona - a quem coube assumir a presidência interinamente até, como queriam os golpistas, a realização de novas eleições - e os oficiais rebeldes se encontrava o atual adido militar, James Rodger. "Em meio à investigação que está sendo realizada, vários oficiais venezuelanos implicados no golpe de Estado revelaram a presença desse militar americano durante os acontecimentos. Eles asseguraram que o movimento tinha pleno apoio dos EUA e por isso estavam participando", acrescentou a fonte. O governo americano negou as alegações de que os adidos militares americanos estivessem presentes na sede do ministério venezuelano de Defesa enquanto se preparava e executava o fracassado golpe. Segundo o Pentágono, Mac Cammon é o adido militar do Exército e Rodgers seu substituto, e ambos têm escritórios no Forte Tiuna. Se a participação de Mac Cammon for confirmada, hipótese segundo a qual os EUA estiveram diretamente implicados no golpe ganha mais força. A Comissão de Relações Exteriores do Senado americano investigará o papel do governo do presidente George W. Bush no efêmero golpe contra Chávez, publicou hoje o semanário Newsweek. A comissão também examinará documentos que revelam contatos entre altos funcionários americanos e oficiais do Exército venezuelano que participaram do golpe.

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