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Mais uma cidade francesa proíbe o 'burkini'

Ex-ministro pede discrição a muçulmanos em espaços públicos; depois de Cannes, Marselha rejeita o traje de banho

Andrei Netto, Correspondente / PARIS, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2016 | 20h23

O futuro presidente da Fundação para o Islã da França, o ex-ministro do Interior Jean-Pierre Chevènement, pediu “discrição” no espaço público às comunidades muçulmanas, em razão do que definiu como “um período difícil” para o país. O conselho veio a público no dia seguinte aos confrontos do fim de semana entre moradores da Córsega e membros da comunidade muçulmana na cidade de Sisco. Quatro pessoas ficaram feridas, veículos foram queimados e o prefeito da cidade proibiu o “burkini”.

Sisco foi a segunda cidade, depois de Cannes, a publicar um decreto que proibirá o uso do traje de banho integral usado por algumas mulheres muçulmanas. A polêmica cresceu em razão de um evento fechado que seria realizado na região de Marselha, onde um clube aquático chegou a ser reservado por uma associação islâmica para o banho exclusivo de mulheres muçulmanas e crianças de até 10 anos, sem presença de homens e com o burkini como traje recomendado.

No domingo, ocorreu a briga generalizada entre famílias muçulmanas e usuários de uma praia em Sisco, com cenas de violência e vandalismo.

Chevènement foi encarregado de reformar a Fundação para o Islã, entidade criada em 2005 para buscar meios de financiamento de mesquitas e instituições religiosas no país.

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