Tom Brenner/Reuters
Tom Brenner/Reuters

Mais uma vez, Trump evita se comprometer com transição pacífica em caso de derrota em novembro

Em uma entrevista em julho, republicano já havia dito que não iria 'apenas dizer sim'; ele também voltou a colocar em dúvida sistema de votação por correspondência

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2020 | 21h59

WASHINGTON - O presidente Donald Trump voltou a se recusar a se compromenter nesta quarta-feira, 23, com uma transferência pacífica de poder se ele perder as eleições presidenciais de 3 de novembro. "Nós vamos ter de ver o que acontece", disse Trump em uma entrevista coletiva, respondendo a uma pergunta sobre se ele se comprometeria com a transição. "Você sabe que tenho reclamado muito fortemente das cédulas, e as urnas são um desastre."

A pouco mais de um mês para a votação, Trump tem pressionado a votação por correspondência, tuitando e criticando a prática. Este ano, mais Estados estão encorajando a votação por correspondência para manter os eleitores seguros em meio à pandemia de coronavírus.

O próprio presidente, que já votou por correspondência este ano em processo de primárias, tenta distinguir entre a votação nos Estados que enviam cédulas automaticamente a todos os eleitores registrados e a dos, como na Flórida, enviam apenas para eleitores que solicitam a cédula.

Trump afirmou sem apresentar evidências que a votação generalizada por correspondência levará à fraude. Os cinco Estados que enviam normalmente cédulas por correio para todos os eleitores, em todas as eleições, não têm registros significativos de fraude.

Em uma entrevista em julho, Trump se recusou a se comprometer a aceitar os resultados e fez comentários semelhantes antes da eleição de 2016. "Eu tenho de ver. Olha ... eu tenho de ver", disse Trump a Chris Wallace durante uma ampla entrevista em julho no Fox News Sunday. "Não, eu não vou apenas dizer sim. Eu não vou dizer não, e eu também não fiz isso da última vez (2016)." 

A campanha do candidato democrata, Joe Biden, respondeu nesta quarta-feira como fez em julho: “O povo americano decidirá esta eleição. E o governo dos Estados Unidos é perfeitamente capaz de escoltar invasores para fora da Casa Branca." 

É altamente incomum que um presidente em exercício expresse menos do que completa confiança no processo eleitoral na democracia americana./AP   

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