Malala sonha em se tornar premiê do Paquistão

A paquistanesa de 16 anos baleada na cabeça pelo Taleban por defender os direitos das mulheres, Malala Yousafzai, disse em entrevista à correspondente internacional da CNN Christiane Amanpour que sonha em ser primeira-ministra do Paquistão.

AE, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 11h37

Malala afirmou que inicialmente queria ser médica ou política, mas logo descobriu que poderia ajudar mais o povo ao se tornar primeira-ministra. "Eu posso gastar muito do orçamento em educação", disse. A paquistanesa também disse que não se intimidou pelas ameaças de morte feitas pelo Taleban. "Eles só podem atirar em um corpo, mas não podem atirar em meus sonhos", disse.

A garota foi baleada na cabeça quando voltava da escola junto com dois colegas em 9 de outubro do ano passado por um homem mascarado do Taleban. O pai, Ziauddin Yousafzai, pediu ao cunhado para preparar um caixão para a filha, mas Malala acordou uma semana depois em um hospital de Birmingham, Inglaterra. Ela disse que os primeiros pensamentos foram sobre como estavam os amigos, que também foram feridos.

A tentativa de assassinato ganhou atenção mundial e resultou na criação de um fundo destinado a incentivar a educação de garotas ao redor do mundo. Malala discursou na Organização das Nações Unidas (ONU) em seu 16º aniversário e deve se encontrar com a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, neste mês. Ontem, ganhou o Prêmio Sakharov de direitos humanos, concedido pela União Europeia.

Malala era um dos principais nomes cotados para ganhar o Prêmio Nobel da Paz hoje, mas o prêmio foi a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPWC, na sigla em inglês), responsável por destruir o arsenal de armas químicas da Síria.

Em entrevista ontem, ela disse que ganhar seria "uma grande honra e mais do que eu mereço". A garota paquistanesa disse que ainda precisa trabalhar muito para sentir que realmente merece ganhar o prêmio. Fonte: Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistãomalala

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.