Malala 'vence' Snowden em prêmio humanitário

Jovem paquistanesa recebeu medalha da União Europeia e chegou a ser cotada para Nobel da Paz

O Estado de S.Paulo / Reuters e The Washington Post

11 de outubro de 2013 | 02h04

BRUXELAS - A jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai, atingida pelo Taleban com um tiro na cabeça no ano passado por defender melhores condições para as jovens, ganhou ontem o prêmio anual de direitos humanos da União Europeia.

Malala, de 16 anos, venceu Edward Snowden, ex-espião da CIA que divulgou documentos secretos sobre programas dos EUA de monitoramento de informações dentro e fora do país.

O Prêmio Sakharov é oferecido pelo Parlamento europeu anualmente desde 1988, em homenagem ao cientista soviético e dissidente Andrei Sakharov. Entre os vencedores estão Nelson Mandela e a ativista de Mianmar Aung San Suu Kyi. Malala foi escolhida em uma votação entre líderes de todos os grupos políticos do Parlamento de 750 membros.

A adolescente resistiu a uma campanha do Taleban para fechar as escolas no Vale do Swat, no Paquistão. Em retaliação, homens armados atiraram contra o ônibus escolar em que ela estava em 9 de outubro de 2012.

Nobel. No ano passado, Malala foi homenageada por dezenas de organizações, discursou nas Nações Unidas e uma instituição beneficente para garotas em Nova York foi batizada com o seu nome. Malala era uma das cotadas para receber o Nobel da Paz, que acabou ficando com a Organização para a Proibição de Armas Químicas.

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