Malan diz que swap argentino não é simples

Em declarações exclusivas à Agência Estado, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou neste sábado em Lisboa que a demora no fechamento da operação de swap (troca de títulos da dívida) argentina não é uma questão simples, tendo em vista os montantes envolvidos.?Não é um programa trivial. Não é muito razoável exigir que tenha de sair em um ou dois dias?, disse, em sua chegada a Portugal.Malan, que está em Lisboa para participar de um seminário sobre as relações empresariais entre Brasil e Portugal, que ocorre na próxima segunda-feira, disse que não ia comentar os detalhes propostos para o programa com as negociações em andamento.Sobre a negociação entre a Argentina e o FMI, Malan ressaltou que não se trata de um novo acordo. ?O acordo já havia sido fechado. O que foi feito foi uma redefinição dos objetivos à luz do desempenho fiscal. O ministro Cavallo comprometeu-se com as metas para o ano 2001, redistribuindo o desempenho fiscal ao longo do ano. Os objetivos da carta de intenções serão formalmente atingidos.?Para Malan, as conseqüências da renegociação argentina com o FMI serão positivas para a economia brasileira e para o câmbio.?O acordo para nós tem um impacto direto e atende às expectativas, porque vem acompanhado de medidas domésticas de política econômica e de uma manifestação de apoio político. Nesta sexta-feira, o Congresso argentino aprovou uma cesta de moedas que inclui o euro e o dólar, se e quando as duas moedas tiverem uma relação de um para um. Isso fortaleceu o programa fiscal?, afirmou.O ministro considera que, para o Brasil, o caminho é a Argentina sair da crise: ?Nossa melhor estratégia é a recuperação com a maior brevidade possível da situação argentina. Nossa segunda melhor estratégia é a recuperação dos problemas da Argentina. Nossa terceira melhor estratégia é a mesma coisa, a recuperação dos problemas da Argentina. É fundamental para nós a superação dos problemas da Argentina?.Malan não quis fazer uma avaliação do impacto do racionamento de energia na economia brasileira: ?É cedo para dizer. O melhor é não especular. Vai depender de como, na prática, funciona a redução voluntária do consumo de energia elétrica?.

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