Malásia condena muçulmana à agressão por beber cerveja

Além do castigo corporal, mulher terá de pagar multa, por ter participado de uma festa no ano passado

AP/Efe

21 de julho de 2009 | 04h59

Uma modelo cingapuriana de religião muçulmana foi condenada por um tribunal islâmico da Malásia a ser agredida por seis vezes com um bastão feito de ratã, planta comum no Sudeste Asiático, por beber cerveja, informou hoje a imprensa malaia.

 

Kartika Sari Dewi Shukarno, de 32 anos, assumiu ter consumido álcool durante uma festa realizada no ano passado em uma discoteca do norte da Malásia, segundo o jornal "New Straits Times".

 

"Achamos que a sentença é justa. Espero que faça a acusada se arrepender e sirva de exemplo a todos os muçulmanos", afirmou o juiz Abdul Rahman Yunus, que também impôs à modelo uma multa de cinco mil ringgit, a moeda malaia (pouco mais de US$ 1.400 - cerca de R$ 2.800).

 

Shukarno chorou muito quando ouviu a decisão do juiz e disse que apelará da condenação na Corte Suprema malaia.

 

A máxima instância judicial da Malásia quase nunca anula as sentenças dos tribunais religiosos, que aplicam a "sharia" ou lei islâmica à majoritária população muçulmana do país.

 

Malásia, Brunei e Cingapura são países da região que ainda aplicam o castigo corporal como forma de punição a criminosos segundo as leis locas, uma herança de quando os três países faziam parte do Império Britânico.

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