Malásia considera explicação de Bento XVI "inadequada"

O Governo da Malásia, que ocupa a Presidência rotativa da Organização da Conferência Islâmica (OCI), qualificou de "inadequada" a explicação do Papa Bento XVI sobre o comentário que fez com relação ao Islã, informou a agência oficial "Bernama".Segundo a agência, o ministro de Assuntos Exteriores malaio, Syed Hamid Albar, opinou no domingo em Havana, ao termino da cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados (Noal), que o Santo Padre deve pedir plenas desculpas e retratar-se por suas palavras."O comunicado do Papa lamentando a reação muçulmana é inadequada, ainda mais porque ele é o principal líder do Vaticano", disse o chanceler malaio, de acordo com a "Bernama".Bento XVI expressou aos muçulmanos neste domingo sua "aflição" pelo fato de suas palavras terem sido mal interpretadas e insistiu em que de maneira nenhuma faltou o respeito à fé islâmica.No discurso, pronunciado, em 12 de setembro, em Regensburg (Alemanha), o Papa citou um diálogo entre o imperador Manuel II Paleólogo (1391) com um erudito persa.O imperador pedia ao erudito persa que lhe mostrasse algo que o mundo devesse a Maomé que fora novo e respondia ele mesmo que só encontraria coisas "más e desumanas, como sua ordem de divulgar a fé através da espada". O novo secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, afirmou que o Pontífice usou essa passagem como "uma oportunidade para desenvolver, em um contexto acadêmico", algumas reflexões para concluir "com uma clara e radical rejeição a motivação religiosa para a violência".

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