Shin In-seop/AP
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Malásia deportará 50 imigrantes norte-coreanos

Vistos de trabalhadores estavam para expirar; relações entre Pyongyang e Kuala Lumpur se deterioraram após morte de Kim Jong-nam

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2017 | 03h15

BANGCOC - As autoridades da Malásia anunciaram nesta terça-feira, 14, que vão deportar 50 imigrantes da Coreia do Norte cujos vistos estão para expirar, em mais um capítulo da contenda diplomática entre Pyongyang e Kuala Lumpur.

O vice-primeiro-ministro malaio, Zahid Hamidi, indicou que a medida vai afetar imigrantes residentes no estado de Sarawak, na ilha de Bornéu, onde cerca de 170 cidadãos norte-coreanos trabalham em projetos hidrelétricos e de carvão.

"Os norte-coreanos estão retidos em um centro de detenção temporário em Sarawak. Uma vez que se complete o processo de documentação, iniciaremos as deportações", disse Zahid, segundo o jornal New Straits Times.

O vice-primeiro-ministro assinalou que o restante dos norte-coreanos que disponham de permissão de trabalho poderão permanecer no país à espera de que se resolvam as negociações com Pyongyang sobre nove malaios retidos no país comunista.

A Coreia do Norte proibiu a saída dos malaios em resposta à expulsão do embaixador norte-coreano de Kuala Lumpur, devido a críticas da investigação do assassinato de Kim Jong-nam.

A Malásia, que tinha um acordo recíproco de isenção de vistos com a Coreia do Norte, respondeu proibindo a saída do país dos 315 norte-coreanos que se encontram em seu território.

As relações entre ambos os países se deterioraram após a morte de Kim Jong-nam, em 13 de fevereiro. Ele morreu após ser atacado com o agente nervoso VX por duas mulheres, uma vietnamita e outra indonésia. Elas foram indiciadas pela Justiça. A Coreia do Sul suspeita que o Norte esteja por trás da complexa trama. Pyongyang, por sua parte, acredita que o irmão do ditador morreu de ataque cardíaco.

Ainda nesta terça-feira, Hamidi informou que o corpo de Kim Jong-nam será embalsamado para preservá-lo. A família ainda não o reivindicou. / EFE e AP

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