Malásia desmente relato de que avião tenha voado por mais de 4 horas

Imagens encontradas por satélite chinês também não são do boeing 777-200 que sumiu

O Estado de S. Paulo,

13 de março de 2014 | 07h33

(Atualizada às 09h25) KUALA LAMPUR  - O ministro do Transporte da Malásia, Hishamuddin Hussein, disse nesta quinta-feira,13, que os relatos de que o avião desaparecido da Malaysia Airlines pode ter voado por várias honras após ter sumido das telas de radares não são verdadeiros. Em outra frustração para as buscas da aeronave, da qual não se tem registro desde sábado, o Departamento de Aviação Civil malaio revelou que os"objetos flutuantes" encontrados por um satélite chinês não eram do Boeing 777-200 e as imagens foram divulgadas por engano.

"Esses relatos são incorretos", disse o ministro sobre a reportagem do Wall Street Journal, que , com base em dados baixados automaticamente e enviados ao solo pelo avião, diz que ele voou por pelo menos cinco horas no sábado.

Segundo o jornal americano, o fabricante do motor do avião, a Rolls-Royce, recebe automaticamente os dados de altitude e velocidade das aeronaves como parte de seus acordos de manutenção com a companhia aérea.

Ainda de acordo com estimativas da companhia, se o avião voou por mais quatro horas depois que sumiu dos radares, pode ter percorrido uma distância adicional de 2,2 mil milhas náuticas, o que lhe permitiria alcançar pontos como o Oceano Índico, a fronteira com o Paquistão ou o Mar Arábico.

Pista falsa. As imagens com "objetos flutuantes" captadas por um dos satélites que a China empregou para tentar localizar o avião da Malaysia Airlines foram divulgadas por engano. "Chegamos até o local e não encontramos nada", disse o diretor da Aviação Civil da Malásia, Azharudin Abdul Rahman.

As autoridades malaias enviaram aviões para verificar os supostos destroços do avião desaparecido após o governo chinês publicar em um site oficial três imagens captadas por um de seus satélites de "objetos flutuantes".

As fotos foram tomadas na manhã de domingo, mas só foram reveladas ontem pela Administração de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional da China.

Após a publicação das imagens, o diretor da aviação civil chinesa, Li Jiaxiang, disse que as autoridades não podiam confirmar se os objetos teriam relação com o avião desaparecido.

O voo MH370 era operado por um Boeing 777-200 que tinha combustível para 7,5 horas de voo e transportava 239 pessoas de Kuala Lumpur (Malásia) para Pequim, na China. / EFE e REUTERS

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