Ahn Young-joon
Ahn Young-joon

Malásia e Coreia do Sul quebram recordes diários de casos de covid-19 enquanto Ômicron varre a Ásia

OMS alerta para situação e pede que mais pessoas na região se vacinem

Andre Jeong, The Washington Post, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2022 | 17h30

SEUL - À medida que os casos e restrições de coronavírus diminuem nos Estados Unidos e na Europa, partes da Ásia e do Pacífico registram um aumento impulsionado pela variante Ômicron, com Malásia e Coreia do Sul relatando novos recordes diários nesta quinta-feira, 17.

A Malásia registrou 27.831 novos casos em 24 horas nesta quinta-feira, a maior contagem desde o início da pandemia no país, segundo a Organização Mundial da Saúde. A Coreia do Sul registrou 93.135 novas infecções no mesmo dia, também seu recorde diário. A Indonésia e a Nova Zelândia marcaram novos recordes diários na quarta-feira, enquanto Vietnã, Cingapura, Japão e Tailândia seguem apresentando altas taxas de contaminação pela Ômicron.

Hong Kong registrou 4 mil novas infecções na quarta-feira, um número que deve dobrar no final desta semana. A cidade nunca registrou mais de 200 novos casos diários antes de 2022. Pela primeira vez, seus hospitais estão sobrecarregados.

Na quarta-feira, a OMS alertou que a pandemia está longe de terminar e  pediu que os governos mantenham restrições preventivas, apesar das tentações de aliviá-las.

Mike Ryan, chefe de emergências da OMS, pediu que as pessoas sejam vacinadas e continuem usando máscaras e fazendo isolamento. "Essa ideia de que vamos abandonar tudo, acho que é um conceito muito prematuro em muitos países agora", disse ele em um evento transmitido ao vivo na quarta-feira.

As mortes, que normalmente aumentam dias após o aumento na taxa de infecções, estão começando a subir em alguns países. O Japão registrou 945 novas mortes por covid-19 na semana que começou em 7 de fevereiro, mostram as contas da OMS, um aumento de 80% em relação à semana anterior. Cingapura viu as mortes aumentarem em um ritmo semelhante no mesmo período, com 25 mortes.

A região está passando pelo que países ocidentais como Estados Unidos, Canadá e vários na Europa experimentaram semanas atrás. E enquanto as autoridades ocidentais revertem restrições preventivas, como máscaras e distanciamento social, seus colegas asiáticos relutam em fazê-lo, apesar da crescente pressão social.

Na Coreia do Sul, pequenos empresários realizaram manifestações na capital Seul esta semana. Alguns rasparam a cabeça enquanto gritavam slogans antigovernamentais, em protesto contra um toque de recolher às 21h imposto pelo governo.

A Nova Zelândia, que registrou um recorde de 1.203 infecções em um único dia na quarta-feira, segundo dados da OMS, também registrou protestos em sua capital, Wellington.

Os manifestantes, que parecem ter sido inspirados pelo "Comboio da Liberdade" no Canadá, bloquearam estradas ao redor do prédio do Parlamento. As autoridades não conseguiram dispersar os manifestantes, que exigem o afrouxamento das restrições relacionadas à pandemia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.