Malásia e separatistas chegam a acordo sobre corpos e caixas-pretas

Segundo o premiê Razak, registros do voo MH17 foram entregues nesta manhã a uma equipe malaia em Donetsk

O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2014 | 16h42

KUALA LAMPUR - A Malásia chegou a um acordo com Aleksandr Borodai, líder separatista pró-Rússia no leste da Ucrânia, para retirar os corpos de vítimas da tragédia do voo MH17, disse o primeiro-ministro malaio, Najob Razak, nesta segunda-feira, 21 (manhã de terça pelo horário da Malásia).

Eles também chegaram a um acordo para a entrega das duas caixas-pretas do Boeing 777 da Malaysia Airlines que caiu na quinta-feira 17 com 298 pessoas a bordo, disse Razak em entrevista à imprensa. Segundo os EUA, a aeronave foi derrubada pelos separatistas.

O premiê acrescentou que as duas caixas-pretas da aeronave foram entregues a uma equipe malaia em Donetsk nesta manhã.

Investigadores internacionais independentes também tiveram garantido o acesso ao local da queda para começarem uma investigação plena, segundo Razak. "Nos últimos dias, nós temos trabalhado nos bastidores para estabelecer contato com aqueles que controlam o local da queda do MH17. Esse contato foi feito agora", declarou Razak em um discurso na TV.

"Sob circunstâncias difíceis, temos analisado os problemas: obter evidências vitais sobre o avião, lançar uma investigação independente e, acima de tudo, recuperar os restos dos que perderam a vida", acrescentou.

Pelo acordo, os 282 corpos já recuperados seriam transportados de trem de Torez para Kharkiv. Lá, seriam entregues a representantes da Holanda. Razak não especificou o que aconteceu com os demais corpos.

Os restos mortais serão transportados a Amsterdã em um avião militar Hercules C130 da Holanda, com seis membros de uma equipe malaia, que também estará no trem.

"Quero enfatizar que, embora tenha sido alcançado um acordo, ainda será necessário adotar algumas medidas antes que seja concluído", disse Razak. "Ainda há trabalho a ser feito, trabalho que depende de comunicação contínua e de boa fé. Até o momento o sr. Borodai e seu pessoal deram sua cooperação." /REUTERS

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