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Malásia encontra valas comuns de supostas vítimas de tráfico humano

Autoridades da Malásia disseram neste domingo que encontraram diversas valas comuns em pelo menos 17 campos abandonados usados pelos traficantes de pessoas na fronteira com a Tailândia, onde muçulmanos que fogem de Mianmar têm sido mantidos.

Estadão Conteúdo

24 de maio de 2015 | 09h09

A notícia é divulgada após um caso similar descoberto mais cedo neste mês pela polícia tailandesa, que localizou dezenas de corpos de valas comuns em campos abandonados no lado tailandês da fronteira. As descobertas lançam nova luz sobre essa rede oculta de traficantes, que durante anos atua diante de pessoas desesperadas, extorquindo ainda resgates de seus familiares.

A maioria das pessoas que cai vítima das redes de tráfico é de refugiados e imigrantes empobrecidos de Mianmar e Bangladesh, parte da onda de pessoas que fogem de suas casas para chegar a países como a Malásia, onde esperam encontrar um trabalho e viver livre da perseguição.

Os governos do Sudeste Asiático lançaram operações para lidar com o assunto, diante da crescente pressão internacional e ao monitoramento da imprensa. Traficantes abandonaram campos e mesmo barcos, para evitar a prisão.

O ministro do Interior malaio, Zahid Hamidi, disse que a polícia estava tentando identificar e verificar "valas comuns que foram encontradas" na região perto da fronteira com a Tailândia. A polícia descobriu 17 campos usados pelos criminosos, mas não há ainda a divulgação de quantos corpos foram recolhidos. Zahid disse que cada fossa contém entre um e quatro corpos e que as autoridades estão fazendo essa contagem.

Segundo o jornal malaio Utusan Malaysia, a polícia encontrou 30 grandes fossas comuns, com centenas de corpos, em meados de maio em florestas da região. Já o jornal Star Online cita 100 corpos em apenas uma fossa em Padang Besar. Ativistas de direitos humanos dizem que a área na fronteira entre Tailândia e Malásia é usada há anos para o transporte de imigrantes e refugiados, incluindo os muçulmanos rohingya, uma minoria perseguida em Mianmar. Em muitos casos, os imigrantes pagam milhares de dólares pela passagem, mas em vez disso acabam reféns durante meses, e enquanto isso os traficantes extorquem dinheiro de suas famílias. Grupos pelos direitos humanos dizem que alguns apanham até morrer, enquanto outros tornam-se trabalhadores forçados em pesqueiros.

Apenas desde 10 de maio, mais de 3.600 pessoas chegaram à costa da Indonésia, da Malásia e da Tailândia. Acredita-se que outras milhares estejam vagando pelo mar, em barcos abandonados por seus capitães. Fonte: Associated Press.

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