Malásia: Polícia usa gás para dispersar manifestação

10 mil pessoas protestaram pelo fim da discriminação da comunidade malaia sobre a minoria de origem indiana

EFE

25 de novembro de 2007 | 05h59

A Polícia da Malásia dispersou neste domingo com gás lacrimogêneo uma manifestação de aproximadamente 10.000 pessoas, segundo números oficias, em Kuala Lumpur que exigiam o fim da discriminação da comunidade malaia sobre a minoria de origem indiana. As forças de segurança ainda detiveram vários manifestantes, indicou a organização Hindras, que convocou a manifestação. A Polícia interrompeu de forma violenta a manifestação na área de Batu Caves, onde está o principal templo hindu de Kuala Lumpur, e nas ruas próximas às torres Petronas, o símbolo da Malásia moderna. Mesmo assim, a Hindras assinalou que a manifestação, que não estava permitida, foi um sucesso, apesar de a Polícia ter impedido a chegada a Kuala Lumpur de muitos manifestantes procedentes das províncias vizinhas. Uthayakunar, porta-voz do grupo, indicou que o protesto reuniu 100.000 pessoas, embora a Polícia tenha reduzido esse número a 10.000. Os manifestantes pretendiam entregar um comunicado à Embaixada britânica em protesto pela "situação" em que deixou os emigrantes indianos na Malásia quando este país alcançou sua independência, há meio século. Segundo o grupo, desde então o Governo destruiu os sinais da cultura hindu derrubando muitos dos templos dessa comunidade na Malásia.

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