Malásia prende 17 por suposto planejamento de ataques terroristas

Desde o ano passado, 92 pessoas foram detidas no país sob acusação de serem partidárias do Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2015 | 10h00

KUALA LUMPUR - A policia da Malásia informou nesta segunda-feira, 6, que 17 pessoas foram detidas sob suspeita de planejarem ataques terroristas na capital do país, Kuala Lumpur. As prisões ocorreram no domingo, de acordo com o inspetor geral da polícia, Khalid Abu Bakar, que em sua conta no Twitter disse que dois suspeitos haviam retornado recentemente da Síria.

"Felicidades à Divisão Antiterrorista por prender 17 pessoas que tentavam planos violentos em Kuala Lumpur, dois deles retornaram recentemente da Síria", escreveu Bakar.

Não foram divulgadas informações sobre os outros suspeitos presos. Com as prisões de domingo, subiu para 92 o número de pessoas presas na Malásia por acusação de serem apoiadores do grupo jihadista Estado Islâmico, desde ao ano passado.

As prisões ocorreram poucos dias depois de o Ministério de Assuntos Internos propor duas novas leis antiterrorismo que podem reintroduzir no país as prisões por tempo indeterminado sem julgamento e permitir que o passaporte de qualquer pessoa suspeita de atos terroristas seja suspenso.

Para a oposição, porém, além de os projetos tentarem recuperar leis que foram rejeitadas em 2012, as medidas poderiam colocar em risco as liberdades civis e políticas no país.

"O rascunho dessa lei antiterrorismo é como um retorno zumbi da descreditada e abusiva Lei da Segurança Interna", afirmou Phil Robertson, vice-diretor para Ásia da ONG Human Rights Watch. As leis serão debatidas nesta semana pelo Parlamento malaio. / REUTERS

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