Alexandra Radu/Reuters
Alexandra Radu/Reuters

Malásia pretende solucionar amistosamente crise com Coreia do Norte

Apesar de proibição de saída de cidadãos norte-coreanos de Kuala Lumpur, premiê malaio diz ter relação boa com Pyongyang

O Estado de S.Paulo

08 de março de 2017 | 05h27

BANGCOC - O governo da Malásia afirmou nesta quarta-feira, 8, que pretende solucionar amistosamente a crise diplomática com a Coreia do Norte, desatada após o assassinato de Kim Jong-nam no Aeroporto de Kuala Lumpur.

O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, disse que manterá os laços diplomáticos com o regime comunista e que esses servirão de canais para negociar a liberação dos malaios detidos em território norte-coreano.

Pyongyang proibiu nesta terça-feira, 7, que 11 malaios ligados à embaixada que residem na Coreia do Norte saiam do país. Em retaliação, Kuala Lumpur adotou medida similar com diplomatas norte-coreanos.

"Somos um país amistoso com eles, porém os contatos devem se dar em segredo", disse Najib, ao confirmar que os diplomatas malaios e suas famílias estão bem.

O vice-primeiro-ministro malaio, Ahmad Zahid Hamidi, declarou, por sua vez, que o governo que está em contato com a delegação norte-coreana que chegou a Kuala Lumpur na semana passada com o objetivo de apaziguar a escalada do conflito diplomático.

O grupo, encabeçado pelo ex-embaixador da Coreia do Norte na ONU Ri Tong-il, chegou à Malásia para reclamar o corpo do norte-coreano Kim Chol, que fontes da Coreia do Sul afirmam categoricamente ser de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador Kim Jong-un.

Kim foi assassinado em 13 de fevereiro, após ser atingido no rosto com o agente nervoso VX, uma arma de destruição em massa. Duas mulheres, uma indonésia e uma vietnamita, estão presas e foram indiciadas pelo crime. A polícia malaia crê que ao menos quatro norte-coreanos teriam conexão com o crime. A Coreia do Sul acusa Pyongyang de estar por trás da trama. / EFE

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