REUTERS/Damir Sagolj
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Malásia proíbe seleção de futebol de disputar partida na Coreia do Norte

Federação de Futebol alegou razões de segurança ao tomar a medida e informou que pediu que o jogo, válido pelas Eliminatórias para a Copa da Ásia de 2019, seja transferido para um lugar neutro

O Estado de S.Paulo

06 de março de 2017 | 12h45

KUALA LUMPUR - A Federação de Futebol da Malásia anunciou nesta segunda-feira, 6, que o governo proibiu a seleção nacional de disputar um jogo contra a Coreia do Norte, marcado para o dia 28 em Pyongyang e válido pelas Eliminatórias para a Copa da Ásia de 2019, alegando razões de segurança.

"A decisão de sábado do governo malaio de expulsar o embaixador da Coreia do Norte na Malásia, Kang Chol, parece que tornou perigoso que os malaios viajem neste momento para a Coreia do Norte", afirmou o presidente da Federação Malaia de Futebol, Hamidin Mohd Amin.

Hamidin Mohd Amin acrescentou que a Federação já solicitou à Confederação Asiática de Futebol que modifique o local da partida "de Pyongyang para outro lugar mais neutro do ponto de vista de segurança". 

A reação das autoridades malaias ocorre em um momento de tensão diplomática entre ambos os países pelas críticas do regime da Coreia do Norte à investigação sobre a morte de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Kuala Lumpur.

O embaixador da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, Kang Chol, deixou o país nesta segunda-feira, após o Ministério das Relações Exteriores o declarar "persona non grata" no sábado e o conceder um prazo de 48 horas para sair do território malaio. Em resposta, Pyongyang anunciou que também expulsou o emissário malásio do país.

O diplomata criticou a investigação das autoridades malaias, que concluíram que Kim Jong-nam morreu em 13 de fevereiro após ser atacado no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres que esfregaram o agente químico VX em seu rosto.

Pyongyang afirma que a morte foi causada por um ataque cardíaco e acusou as autoridades malaias de conspirarem com seus inimigos. / EFE e AFP

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