Itsuo Inouye/AP Photo
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Malásia deportará químico norte-coreano suspeito de envolvimento na morte de Kim Jong-nam

Segundo a polícia, o visto temporário de Ri Jong Chol expirou no dia 6 de fevereiro, dias antes da morte por envenenamento do irmão do líder da Coreia do Norte

O Estado de S.Paulo

02 de março de 2017 | 03h34

BANGCOC - O procurador-geral da Malásia confirmou nesta quinta-feira, 2, que as autoridades de seu país deportarão o químico norte-coreano preso durante a investigação do assassinato em Kuala Lumpur de Kim Jong-nam, irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Ri Jong Chol, que ainda não tem acusações contra ele e cuja prisão provisória chega ao fim na sexta-feira, será transferido para o Departamento de Imigração, que vai enviá-lo a seu país de origem, de acordo com a emissora Channel News Ásia.

Segundo a polícia, o visto temporário de trabalho do norte-coreano expirou no dia 6 de fevereiro, dias antes da morte por envenenamento de Kim Jong-nam no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.

A Justiça da Malásia indiciou na quarta-feira por assassinato as duas suspeitas presas, a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Doan Thi Huong, que teriam atacado Kim Jong-nam no aeroporto e lançado em seu rosto o agente nervoso VX, que acabou matando o norte-coreano em poucos minutos.

A polícia local acredita que as duas mulheres foram recrutadas para realizar o assassinato pelos quatro norte-coreanos que fugiram para Pyongyang no mesmo dia do crime e estão sendo procurados pela Interpol. As suspeitas, por sua vez, alegam que acreditavam estar fazendo parte de um programa de televisão.

Autoridades da Malásia também pediram para interrogar um diplomata norte-coreano e um funcionário da empresa aérea estatal que teriam sido vistos se despedindo dos quatro suspeitos no aeroporto.

Coreia do Sul e EUA atribuem o assassinato de Kim Jong-nam a agentes norte-coreanos, enquanto Pyongyang questiona a investigação e acusa as autoridades da Malásia de conspirar com seus inimigos.

Os atritos diplomáticos em razão do incidente entre Coreia do Norte e Malásia fizeram com que o governo de Kuala Lumpur anunciasse nesta quinta-feira o cancelamento do acordo de isenção de vistos temporários de visita ao país para os cidadãos norte-coreanos.

O vice-primeiro-ministro malaio, Ahmad Zahid Hamidi, disse em entrevista à agência de notícias governista Bernama, que a partir de segunda-feira será exigido o visto de todos os norte-coreanos que visitem seu país, como medida de segurança nacional. / EFE

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