Mali pede que ONU crie uma rápida força de intervenção

O ministro de Relações Exteriores do Mali, Abdoulaye Diop, pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira que considere criar uma rápida força de intervenção para combater grupos extremistas no país. Ele alertou que a região "corre o risco, mais uma vez, de se tornar o destino de terroristas".

Estadão Conteúdo

08 de outubro de 2014 | 15h24

Diop discursou no Conselho de Segurança da ONU por uma videoconferência um dia após um enviado da missão de paz das Nações Unidas no Mali ser morto em um ataque de foguete. Outros nove enviados foram mortos na sexta-feira, o ataque com maior número de mortes desde que a missão começou, em 2013.

O ministro do Mali não informou detalhes de como seria essa rápida força de intervenção. A atual presidente do Conselho de Segurança, a embaixadora argentina Maria Cristina Perceval, afirmou que as discussões vão continuar e que "não temos conclusões".

O chefe da força de paz da ONU, Herve Ladsous, considerou a situação "intolerável" após a saída de tropas francesas no norte do Mali, que deixou a região desamparada. Ladsous disse ao Conselho que o número de ataques aumentou substancialmente. Ele afirmou que com o "quase desaparecimento" das forças do Mali, "não podemos encarar a ameaça sozinhos".

O último relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em setembro, informou que as forças armadas do país "se retiraram fortemente do norte" e controlam apenas as cidades de Gao e Timbuktu. As 12 bases das forças de paz na região estão operando sob condições extremamente desafiadoras, com apenas quatro helicópteros de ataque. Ladsous afirmou que a força de paz será equipada com helicópteros de combate e drones nos próximos dois ou três meses.

A ONU afirmou que 31 enviados de forças de paz foram mortos e 91 feridos, desde que a missão começou em julho de 2013 para estabilizar o norte do Mali, que caiu no controle de rebeldes tuaregues e depois de extremistas islâmicos ligados à Al-Qaeda. Fonte: Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
MaliONUviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.