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Maliki passeia por Bagdá na véspera de conferência

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, passou pelas ruas de Bagdá e visitou postos policiais nesta sexta-feira, 9, para exibir a segurança do país por conta da conferência international sobre a violência no Iraque, que será realizada neste sábado, 10.A segurança foi elevada em Bagdá em preparação para a conferência, que acontecerá no Ministério de Relações Exteriores e contará com a presença dos vizinhos do Iraque, entre eles Irã e Síria. Além disso, Estados Unidos e Reino Unido também já confirmaram presença."Medidas de segurança foram tomadas para proteger os participantes que devem chegar para a conferência", disse o porta-voz do Ministério do Interior, Abdul-Karim Khalaf.Maliki andou pelas ruas e conversou com pessoas, segundo informações de um de seus assessores. No entanto, o passeio também mostrou alguns problemas da capital.Os assessores do primeiro-ministro iraquiano não divulgaram maiores detalhes sobre o passeio.Forças americanas, enquanto isso, mataram um suposto insurgente e capturaram outros 16 em vários pontos do Iraque, disseram fontes militares. Entre os detidos está um homem acusado de trabalhar na mídia da Al-Qaeda.Mortes em feriado sagradoMais de 1 milhão de peregrinos xiitas chegaram na quarta-feira à cidade sagrada de Kerbala para comemorar um feriado religioso, desafiando os atentados sectários que mataram cerca de 200 pessoas em dois dias. Em Balad Ruz, localidade habitada por curdos xiitas, um homem-bomba matou entre 26 e 30 pessoas, segundo fontes policiais. A aldeia fica na província de Diyala, habitada por sunitas e xiitas, onde a violência sectária campeia. Pelo menos 25 peregrinos que se dirigiam a Kerbala foram mortos na quarta-feira, sendo dez por um carro-bomba na zona sul de Bagdá, que também matou 12 policiais, de acordo com militares dos EUA. Antes, a polícia informara que a explosão havia matado oito pessoas, sendo sete peregrinos. Na véspera, tiroteios e atentados suicidas haviam matado outros 140 peregrinos, praticamente um ano depois do atentado à mesquita xiita de Samarra, que desencadeou a atual onda de violência sectária, que alguns já qualificam de guerra civil.

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