Maliki pede campanha anticorrupção no Iraque

O Iraque deve lançar uma campanha anticorrupção, para ocorrer simultaneamente à luta contra insurgentes e milícias, defendeu hoje o primeiro-ministro Nouri al-Maliki. O líder disse a representantes da poderosa tribo Shammar, do norte iraquiano, que os burocratas roubando o dinheiro do país são tão maus quanto criminosos roubando lojas de joias, em referência a um notório crime ocorrido em Bagdá no mês passado. "Nós devemos lançar uma campanha contra essas pessoas corruptas como lançamos uma campanha contra os criminosos", afirmou Maliki.

AE-AP, Agencia Estado

09 de maio de 2009 | 15h36

Em um relatório de 2008, a Transparência Internacional qualificou o Iraque como o terceiro país mais corrupto do mundo, atrás apenas de Somália e de Mianmar. Porém, o governo iraquiano há tempos minimiza o problema, que prejudica os esforços de reconstrução, após anos de guerra.

No mês passado, a polícia iraquiana tentou prender vários funcionários do Ministério do Comércio, incluindo dois irmãos do ministro. Eles eram acusados de desviar US$ 7 milhões, porém os policiais foram barrados por seguranças do ministério, até que os suspeitos pudessem fugir.

"O governo e o povo devem cooperar para se livrar dos elementos corruptos roubando o dinheiro público", afirmou Maliki. Há várias acusações de corrupção no país, desde a invasão liderada pelos EUA em 2003.

Em 2007, o então chefe da comissão anticorrupção do país, Radhi al-Radhi, disse que aproximadamente US$ 8 bilhões tinham sido desviados até aquele momento. Porém, há crescentes sinais de que parte das autoridades se cansou da situação e parte para esforços mais vigorosos.

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