Maliki pede investigação sobre torturas em agência no Iraque

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, pediu por uma investigação neste domingo, 4, sobre a invasão de tropas do Iraque e do Reino Unido em uma agência do centro de inteligência de detenção. Maliki disse em declaração que a "os que estão por trás das torturas cometeram atos ilegais e irresponsáveis" e deve ser punida. Os militares britânicos afirmaram que a invasão era parte de uma operação liderada pelas Forças antiterroristas iraquianas, que procuravam um "conhecido líder de esquadrão." Fontes do governo disseram que sinais de tortura foram encontrados dentro da empresa. "O primeiro-ministro ordenou uma investigação contra a invasão que aconteceu em uma agência em Basra", diz documento oficial do escritório de Maliki. Durante a operação, as Forças iraquianas descobriram cerca de 30 prisioneiros, muitos deles com sinais de tortura. Posição do Reino Unido Os militares britânicos responderam em declaração dizendo que a Agência de Inteligência Nacional do Iraque não era um alvo e foi invadida por conta de infomações recebidas de outras tropas. "Durante a operação, os iraquianos descobriram cerca de 30 prisioneiros, incluindo uma mulher e duas crianças e outros que apresentavam sinais de tortura", disseram os militares. Segundo a declaração, soldados iraquianos quebraram as portas e alguns prisioneiros escaparam, mas isso "não foi proposital". Antes, em Basra, cinco pessoas foram detidas por envolvimento em explosão contra tropas estrangeiras e civis iraquianos, além de seqüestrar, torturar e matar. Consenso político No domingo, mais de 1.100 tropas americanas e iraquianas realizaram uma operação em Sadr City, que fica em Bagdá, como parte do plano de segurança do governo. Nenhuma arma foi encontrada e ninguém foi preso. A operação foi realizada após o primeiro-ministro pedir diálogo e os insurgentes aceitarem medida em busca de reconciliação. Maliki disse que irá reestruturas seu gabinete nas próximas duas semanas. Nenhum outro detalhe foi divulgado, mas reportagem citando fontes do governo divulgaram que seis ministros devem perder seus cargos. Maliki disse que o consenso político só poderá ser alcançado quando o país estiver estável.

Agencia Estado,

05 Março 2006 | 09h57

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